Os CBERS buscam, a cada satélite ou família de satélite, assegurar aos usuários a continuidade no fornecimento de dados de uma certa classe de características presentes anteriormente, de tal forma que seus trabalhos e atividades possam ter continuidade com os diversos satélites da série.

Porém, também buscam-se para cada satélite, aprimoramentos na qualidade em geral e no sistema de bordo, além de melhorias e avanços na concepção e características das cargas úteis. Veja abaixo as inovações implementadas nos CBERS ao longo do tempo:

 
14 DE OUTUBRO DE 1999

CBERS-1

Composto por dois módulos:
CARGA ÚTIL – Acomoda sistemas ópticos (CCD – Câmara Imageadora de Alta Resolução, IRMSS – Imageador por Varredura de Média Resolução e, WFI – Câmara Imageadora de Amplo Campo de Visada.
SERVIÇO – Contém equipamentos que asseguram o suprimento de energia, os controles, as telecomunicações e demais funções necessárias a operação do satélite.

 
14 DE OUTUBRO DE 1999
 
21 DE OUTUBRO DE 2003

CBERS-2

Características semelhantes ao CBERS-1

 
21 DE OUTUBRO DE 2003
 
19 DE SETEMBRO DE 2007

CBERS-2B

A decisão de construir o CBERS-2B foi motivada pela possibilidade de ocorrer um interrupção no fornecimento de dados entre o final das operações do CBERS-2 e início do CBERS-3.
A diferença do CBERS-2B para as versões anteriores é a substituição do IRMSS pela HRC – Câmera Pancromática de Alta Resolução.

 
19 DE SETEMBRO DE 2007
 
09 DE DEZEMBRO DE 2013

CBERS-3

Ampliação da participação brasileira no projeto CBERS além de, maior taxa de dados coletados e vida útil dos satélites quando comparado aos CBERS-1, 2 e 2B.

 
09 DE DEZEMBRO DE 2013
 
07 DE DEZEMBRO DE 2014

CBERS-4

Características semelhantes ao CBERS-3.

 
07 DE DEZEMBRO DE 2014
 
20 DE DEZEMBRO DE 2019

CBERS-4A

Principal inovação é a utilização da Câmera Multiespectral e Pancromática de Ampla Varredura (WPM) que possui, resolução espacial (2m) na pancromática e (8m) para a multiespectral.

 
20 DE DEZEMBRO DE 2019
 

Outro benefícios do CBERS- 04a

  • Sol-sincronicidade – assegura a uniformidade de iluminação durante o imageamento, pois o ângulo entre o plano da órbita e a linha que une o centro da Terra ao Sol é mantido constante durante toda a missão.
  • Circularidade da Órbita – mantém a regularidade na escala do imageamento, fazendo com que objetos da cena em quaisquer posições da órbita sejam inter comparáveis em suas dimensões
  • Hora local para cruzamento do equador fixa em 10:30h – estabelece uma relação de compromisso entre um valor satisfatório de irradiância solar, contraste entre alvos, e presença de nuvens.
  • Repetição do ciclo em 31 dias – assegura ao usuário uma regularidade previsível de aquisição de imagens e também um recobrimento potencial de quase todo o globo, com exceção dos polos.


Entenda o histórico do programa China- Brazil Earth Resources Satellite (CBERS)

A urgência de observação da Terra de forma sistemática, em larga escala e de forma repetitiva, a necessidade de regularidade de abastecimento e disponibilidade de dados e, territórios extensos com diversas fisionomias, levaram o Brasil e a China a estabelecer um programa de desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto, que teve início em 1998. Inicialmente, as atribuições de responsabilidade acerca de construção, lançamento e operação era dividida em 70% para a China e 30% para o Brasil. Contudo, a partir do desenvolvimento dos CBERS-3 e 4, o Brasil ganhou espaço no acordo e a partição passou a ser equitativa.

Além de uma grande conquista para o Brasil, todas essa vantagens e inovações dos CBERS com as imagens captadas por esse satélite, trarão diversos benefícios para diferentes estudos ambientais.

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